Publicado a 04/05/2026 · atualizado a 19/09/2026

Compreender o Leopar

Criar um site grátis: a verdade que ninguém lhe conta

Os anúncios prometem um site « 100 % grátis em 5 minutos ». A realidade é mais matizada: criar um site a sério, que lhe pertença e pareça profissional, não pode ser totalmente gratuito. E não é marketing — é a mecânica de base da internet. Explicamos sem rodeios.

A resposta curta

Não, não é possível criar um site verdadeiro 100 % grátis. Por duas razões técnicas incontornáveis:

1. O domínio paga-se. oseunome.pt ou oseunome.com custa dinheiro a um registrar (a entidade que gere essas extensões), e é preciso pagá-lo todos os anos. Sem domínio próprio não há site que lhe pertença.

2. O alojamento custa dinheiro a alguém. Um site tem de estar guardado algures, num servidor ligado permanentemente. Esse servidor consome eletricidade, ocupa espaço, exige manutenção. Alguém paga essa fatura. Se não for você, é o alojador — e ele recupera de outra forma.

Todas as ofertas « gratuitas » que vê na publicidade contornam estas duas limitações com compromissos que ninguém explica com franqueza. Vamos vê-los.

E já que vamos passá-los em revista, digamo-lo desde já: o Leopar também tem uma versão gratuita, e assenta exatamente nas mesmas limitações físicas das outras. A diferença é que lhe dizemos com precisão o que inclui, o que não inclui e porquê. Ver o que faz a versão gratuita do Leopar.

Porque é que o domínio não pode ser gratuito

Um nome de domínio é o endereço do seu site na internet — por exemplo padaria-martin.pt. Esse endereço não pertence a ninguém por omissão. Para o reservar em seu nome, passa-se por um registrar (uma entidade acreditada), que por sua vez paga uma taxa anual ao organismo que gere a extensão (.PT para os .pt, Verisign para os .com).

Na prática, um .com custa ao registrar cerca de 8 a 10 $ por ano, um .pt alguns euros. Depois é revendido entre 8 e 20 € por ano ao cliente final. Esta cadeia de custos existe em todo o lado: ninguém pode oferecer um domínio próprio indefinidamente, seria perder dinheiro em cada renovação.

Quando um serviço como a GoDaddy, a Hostinger, o Wix ou o Squarespace anuncia « domínio grátis », o rodapé diz sempre: « no primeiro ano ». A partir do segundo paga entre 15 e 70 € por ano consoante a extensão. Para eles é um custo de aquisição, que recuperam a seguir.

O truque do subdomínio — e porque é um problema

Para oferecer algo « verdadeiramente grátis », a maioria das plataformas usa um truque: em vez de um domínio próprio, atribuem-lhe um subdomínio no domínio delas. Daí endereços como:

omeusite.wixsite.com/restaurante (Wix grátis)
omeusite.jimdofree.com (Jimdo grátis)
xyz.my.canva.site (Canva grátis)
omeusite.site123.me (Site123 grátis)

Tecnicamente é grátis. Na prática são três problemas sérios:

A imagem não é profissional. Quando um cliente lê « omeusite.wixsite.com » no seu cartão de visita, percebe imediatamente que não investiu um cêntimo na sua presença online. Para uma atividade comercial, é eliminatório.

O posicionamento no Google é penalizado. O Google reconhece os subdomínios das plataformas gratuitas e classifica-os claramente abaixo dos domínios próprios. Trabalha os conteúdos, mas custa a aparecer nos resultados.

O endereço não é seu. No dia em que quiser mudar, o endereço não o acompanha. Recomeça do zero com um novo URL, e todas as ligações que partilhou (cartões, redes sociais, assinaturas de e-mail, Perfil de Empresa do Google) têm de ser atualizadas uma a uma.

Porque é que o alojamento também não pode ser realmente gratuito

Um site é um conjunto de ficheiros (HTML, CSS, imagens…) que têm de estar disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, em todo o mundo. Para isso ficam em servidores — computadores especializados, sempre ligados, em centros de dados arrefecidos e alimentados a eletricidade.

Essas infraestruturas são caríssimas de construir e manter. Tal como no domínio: ninguém consegue alojar milhões de sites gratuitamente sem contrapartida. Quando um serviço anuncia « alojamento grátis », encontrou outra forma de ser pago. Aqui vão as três mais comuns.

1. A publicidade imposta no seu site

Várias plataformas (Jimdo Free, Site123 grátis, alguns alojamentos gratuitos) mostram a sua própria publicidade no seu site, sem que a possa retirar. Visualmente: um banner no topo, um rodapé publicitário, por vezes pop-ups. Os seus clientes não ganham nada com isso: é a plataforma que ganha dinheiro com o tráfego que você traz.

2. As funções essenciais bloqueadas

O Wix grátis limita o armazenamento a 500 MB e a largura de banda a 500 MB por mês. O Site123 grátis limita o espaço a 250 MB. O Canva limita a 5 sites publicados. Todos bloqueiam funcionalidades correntes — loja online, formulários avançados, estatísticas detalhadas, remoção da publicidade. O objetivo: dar-lhe vontade de passar ao plano pago.

3. O período experimental disfarçado

Muitos alojadores oferecem alojamento « grátis » durante 6 ou 12 meses. Depois paga a tarifa normal (entre 50 e 200 € por ano consoante as opções). Se não cancelar a tempo, a renovação é automática. Isso não é grátis, é grátis durante algum tempo.

Existe mesmo assim uma solução verdadeiramente gratuita?

Sejamos honestos: sim, mas com grandes compromissos. Se aceitar um subdomínio sem nome próprio, e o seu projeto não precisar de parecer profissional, existem duas opções técnicas.

O GitHub Pages aloja gratuitamente um site estático em HTML/CSS num endereço em oseunome.github.io. Sem publicidade, sem limite de tráfego. Mas é preciso saber lidar com código e com um repositório Git — claramente para programadores.

O Netlify propõe um plano gratuito com subdomínio em oseunome.netlify.app, sem publicidade. Também aqui é preciso saber produzir código e publicá-lo.

Para o grande público sem competências técnicas, estas soluções são pouco acessíveis. E nem sequer resolvem o problema do domínio próprio: se quiser oseunome.pt, terá de o pagar à parte a um registrar.

É exatamente o espaço que a versão gratuita do Leopar ocupa: o mesmo tipo de compromisso (um endereço emprestado, sem indexação), mas sem escrever uma linha de código, com um site completo construído para si em segundos. Eis exatamente o que contém.

A versão gratuita do Leopar: o que faz e o que não faz

Desde setembro de 2026 pode criar o seu site no Leopar e publicá-lo gratuitamente, sem cartão bancário e sem limite de tempo. Descreve o projeto ao Léo, ele constrói a página em cerca de trinta segundos, e você decide colocá-la online de imediato. O acordo, em claro:

O que tem, gratuitamente: um site completo a sério — apresentação, ofertas, secção « quem somos », avaliações, perguntas frequentes, contactos — com fotografias reais e um design cuidado. Um formulário de contacto que funciona mesmo: as mensagens dos visitantes chegam à sua caixa de correio, não é decoração. Um contador de visitas, para saber se a página está a ser vista. E o Léo a retocar por si as cores, as fotografias, os horários e os textos: vinte retoques oferecidos no primeiro mês, depois dez por mês.

O que não tem: o seu nome de domínio. O site vive num endereço que lhe emprestamos, com a forma leopario.com/oseunome.pt — o nome que queria aparece lá, mas não está reservado em seu nome: qualquer pessoa ainda o pode registar. A página não é indexada pelo Google (marcamo-la deliberadamente como « noindex »), tem em baixo uma pequena assinatura « Site réalisé avec leopar.io », e não tem servidor dedicado, nem cópias de segurança, nem exportação. Os pedidos fora deste âmbito — acrescentar uma página, uma loja, um sistema de reservas — pertencem ao plano completo; o Léo di-lo com franqueza em vez de fingir.

O que não fazemos, e muda tudo: nenhuma publicidade imposta no seu site, nenhum cartão bancário pedido, nenhum período experimental que se transforma em débito. A versão gratuita não termina ao fim de seis meses. É uma montra honesta do que o Leopar sabe fazer, não uma armadilha de renovação.

Para lhe aceder basta uma conta Google ou Apple — é a nossa salvaguarda: estas páginas são publicadas sob o nosso próprio domínio e temos de poder responder pelo que lá está. Um site gratuito por conta.

No dia em que quiser o seu nome a sério, passa ao plano completo a partir da sua área: o domínio é registado em seu nome, o site fica online nele com todos os retoques já feitos, a assinatura desaparece e o Google pode finalmente encontrá-lo. Não recomeça nada.

Experimentar gratuitamente a partir da página inicial — descreva o seu projeto e verá o seu site antes de decidir seja o que for.

E o plano completo: 39 €/mês ou 298.80 €/ano, tudo incluído

A versão gratuita mostra-lhe o seu site; o plano completo dá-lho. Em vez de prometer um grátis que não o é, o Leopar apresenta um único preço, transparente, que cobre tudo o que é preciso para ter um site verdadeiramente seu.

Por 39 €/mês ou 298.80 €/ano (ou seja 24.90 €/mês), tem o domínio em .fr, .com ou .net em seu nome (não em nome do Leopar), o alojamento num servidor dedicado, o certificado SSL, a criação completa do site com o Léo — a IA do Leopar — e um crédito mensal de utilização do Léo, reposto todos os meses, para o fazer evoluir.

Sem publicidade imposta. Sem subdomínio estranho. Sem funções essenciais limitadas. Sem domínio oferecido no primeiro ano e faturado a 70 € depois.

A título de comparação, some o que custa um projeto equivalente noutro lado: um domínio (10 a 15 €/ano), um alojamento clássico (30 a 100 €/ano), um certificado SSL (muitas vezes incluído, às vezes 30 €/ano), um editor de sites (entre 60 e 300 €/ano consoante o plano). Chega depressa a 100 € ou mais antes de ter criado a primeira página. O Leopar junta tudo isso numa tarifa única.

Como funciona na prática?

Chega ao Leopar. Escreve ao Léo como a um amigo por mensagem:

"Sou florista no Porto, quero um site simples com fotografias das minhas criações, encomenda online com pagamento por cartão, e um botão de WhatsApp para pedidos especiais."

O Léo lê, percebe o projeto e afina os detalhes consigo: "mais caloroso", "queria ver o interior da loja no topo", "ponha uma cor mais suave". Pode publicar o resultado gratuitamente ali mesmo, ou escolher o domínio em .fr, .com ou .net (verificação gratuita, tantas tentativas quantas quiser), ativar a subscrição, e o Léo coloca o site online — acompanha o progresso em direto, conte 10 a 15 minutos, e um e-mail avisa quando está publicado.

Para o fazer evoluir depois é igual: escreve ao Léo a partir do telemóvel. A alteração é aplicada de imediato.

Em resumo

Um site a sério, num verdadeiro domínio próprio, sem publicidade imposta e sem limitações arbitrárias, não pode ser gratuito — tal como não o é um tarifário de telemóvel ou uma morada postal. É mecânica de infraestrutura, não boa vontade.

Os serviços que prometem o contrário jogam com as palavras: dão-lhe um subdomínio impossível de memorizar, colocam a publicidade deles no seu site, bloqueiam as funções importantes atrás de um muro de pagamento, ou oferecem o primeiro ano para lhe faturar melhor o segundo.

O Leopar escolhe a transparência nos dois sentidos. Gratuitamente: um site verdadeiro online, com formulário de contacto a funcionar e contador de visitas, num endereço que lhe emprestamos (leopario.com/oseunome.pt), sem publicidade e sem cartão — mas sem Google e sem domínio seu, e dizemo-lo antes, não depois. No plano completo: 39 €/mês ou 298.80 €/ano (ou seja 24.90 €/mês), tudo incluído, o seu verdadeiro domínio em seu nome, sem publicidade e sem funções escondidas.

Você descreve. O Léo constrói. Está online — e pode começar sem pagar.